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Fachin prega independência do Judiciário em mensagem de fim de ano

Em mensagem de fim de ano, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pregou a autonomia e a independência do Judiciário. No texto publicado na manhã desta quarta-feira (31/12) o magistrado destaca que o Brasil ainda tem “graves deveres históricos a cumprir”.

Fachin assumiu em setembro deste ano a presidência do STF. O ministro tem como seu vice o ministro Alexandre de Moraes.

“Reiteramos, igualmente, a imprescindibilidade da autonomia e da independência da magistratura, com integridade institucional e com a promoção contínua da segurança jurídica, da eficiência e da transparência. A confiança da sociedade é construída, dia após dia, pela coerência das decisões, pela responsabilidade das ações e pela abertura permanente ao aperfeiçoamento”, disse Fachin.

Fachin foi eleito junto com Moraes em 13 de agosto. Os dois já atuaram lado a lado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas mesmas funções de presidente e vice. Edson Fachin sucede Luís Roberto Barroso, que deixa a presidência do Supremo após dois anos de mandato. “Sabemos que o País ainda tem graves deveres históricos a cumprir. Em tempos de grandes expectativas e intensas demandas, o Poder Judiciário deve ser referência de firmeza, estabilidade institucional e de serviço à sociedade”, afirmou o presidente do STF.

Fachin prega independência do Judiciário em mensagem de fim de ano - destaque galeria4 imagensPresidente do STF, ministro Edson FachinFachin prega independência do Judiciário em mensagem de fim de ano - imagem 3Fachin foi indicado ao STF em 2015 pela presidente Dilma Rousseff (PT)Fechar modal.MetrópolesMinistro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF)1 de 4

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF)

MPRJPresidente do STF, ministro Edson Fachin2 de 4

Presidente do STF, ministro Edson Fachin

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoFachin prega independência do Judiciário em mensagem de fim de ano - imagem 33 de 4

Carlos Humberto/SCO/STFFachin foi indicado ao STF em 2015 pela presidente Dilma Rousseff (PT)4 de 4

Fachin foi indicado ao STF em 2015 pela presidente Dilma Rousseff (PT)

Nelson Jr./SCO/STF

O presidente do STF também destacou que a Corte renova para 2026 o compromisso constitucional com as instituições democráticas e a própria magistratura. “É justamente em contextos de incerteza que se afirmam, com maior vigor, a responsabilidade, o diálogo republicano e a fidelidade à Constituição como fundamentos da vida em comum”, disse.

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Integrante do STF desde junho de 2015, Fachin também assumiu a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele foi indicado à Suprema Corte pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Confira a mensagem completa:

“Ao Poder Judiciário e à sociedade brasileira,

O País tem hoje instituições firmes e sólidas que funcionam dentro do Estado de Direito no canteiro de obras da democracia.

Às vésperas de um novo ciclo, renovamos nosso compromisso constitucional e a gratidão pelo caminho percorrido, conscientes do momento decisivo que atravessam, no mundo de hoje, as instituições democráticas e a própria magistratura. É justamente em contextos de incerteza que se afirmam, com maior vigor, a responsabilidade, o diálogo republicano e a fidelidade à Constituição como fundamentos da vida em comum.

O Supremo Tribunal Federal reafirma, mais uma vez, sua lealdade inafastável com a Constituição da República e com a defesa do Estado de Direito, da democracia e dos direitos humanos e fundamentais. Sem esses pilares, não há liberdade possível, nem justiça duradoura, nem dignidade plenamente assegurada.

Reiteramos, igualmente, a imprescindibilidade da autonomia e da independência da magistratura, com integridade institucional e com a promoção contínua da segurança jurídica, da eficiência e da transparência. A confiança da sociedade é construída, dia após dia, pela coerência das decisões, pela responsabilidade das ações e pela abertura permanente ao aperfeiçoamento.

Que 2026 se inaugure como tempo de esperança renovada, fortalecimento institucional e aprofundamento do compromisso republicano. Que nos acompanhem a serenidade para decidir, a coragem para proteger direitos e a convicção de que a Constituição permanece sendo, ao mesmo tempo, nosso limite e nosso horizonte.

Com votos de um final de ano sereno e de um novo ciclo pleno de paz, saúde e realizações, expressamos nossa confiança no futuro do Brasil e no trabalho conjunto de todas e todos que constroem, diariamente, a Justiça e a democracia.

Sabemos que o País ainda tem graves deveres históricos a cumprir. Em tempos de grandes expectativas e intensas demandas, o Poder Judiciário deve ser referência de firmeza, estabilidade institucional e de serviço à sociedade.

Que 2026 nos encontre unidos na defesa da legalidade constitucional, da dignidade da pessoa humana, da justiça social e de uma sociedade realmente livre, justa e solidária”.

Fonte original: Metropoles

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