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Dólar e Ibovespa sobem em dia de IPCA e expectativa pelas decisões de Copom e Fed

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar começou esta quarta-feira (10) em alta, subindo 0,55% e sendo negociado a R$ 5,4650 por volta das 11h30. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também avançava, com ganho de 0,12%, a 158.166 pontos.
Os investidores acompanham a última “superquarta” do ano atentos a uma agenda carregada de indicadores e decisões importantes. A inflação de novembro no Brasil e as reuniões sobre juros aqui e nos Estados Unidos são os principais destaques, enquanto o cenário político local segue no radar.
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▶️ O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, com alta de 0,18% no mês e acumulado de 4,46% em 12 meses. O IPCA-15 já havia sinalizado desaceleração ao marcar 4,5% na prévia.
▶️ Lá fora, o Federal Reserve (o BC americano) anuncia sua decisão sobre a taxa de juros do país, prevista para as 16h (de Brasília), seguida da coletiva do presidente Jerome Powell. O mercado aposta em corte de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,5% a 3,75%.
▶️ No Brasil, o Copom anuncia às 18h30 se manterá a Selic em 15% ao ano. A expectativa é de estabilidade, mas os investidores buscam sinais sobre quando começará o ciclo de cortes, se em janeiro ou março do ano que vem.
▶️ No campo político, a Câmara aprovou o texto-base do projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe. A possível mudança reacende especulações sobre impacto nas eleições de 2026 e influencia o humor do mercado.
🔎 Agentes do mercado acreditam que a manutenção do governo atual tornaria mais difícil realizar ajustes robustos nas contas públicas, o que impacta negativamente o Ibovespa e o câmbio.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,04%;
Acumulado do mês: +1,87%;
Acumulado do ano: -12,05%.
📈Ibovespa

C

Acumulado da semana: +0,39%;
Acumulado do mês: -0,69%;
Acumulado do ano: +31,34%.
Inflação em novembro
Após perder força em outubro, a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve alta leve em novembro, ficando em 0,18%, segundo o IBGE.
No acumulado do ano, a inflação chega a 3,92%. Já em 12 meses, está em 4,46%, mostrando uma desaceleração, já que vinha em 4,68%.
O que mais pesou no bolso do brasileiro no mês passado foram despesas pessoais e habitação (como aluguel e contas), seguidos por roupas, transportes e educação.
Por outro lado, houve queda de preços em itens de casa, alimentação, saúde e comunicação, o que ajudou a segurar a inflação.
O IPCA de novembro veio abaixo das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,20% no mês e 4,5% no acumulado de 12 meses.
À espera dos juros
Um dos destaques desta semana fica com as decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (banco central dos EUA), ambas previstas para hoje — na chamada Superquarta.
Por aqui, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa básica de juros (Selic) inalterada em 15% ao ano mais uma vez. Em falas recentes, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, já indicou que os juros devem permanecer elevados, reiterando que as decisões do BC são embasadas em fatos e dados.
Em evento no início deste mês, o banqueiro central já havia dito que os dados de desemprego de outubro mostram um cenário econômico mais complexo do que o esperado, afirmando que esse contexto exige uma atuação mais conservadora na condução da política monetária.
🔎 A taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro — o menor nível desde o início da série histórica, em 2012 — mesmo diante de um quadro de juros elevados e sinais mistos no mercado de trabalho.
“O Brasil vive um contexto em que variáveis que normalmente caminham juntas passaram a se mover em direções inesperadas — como juros altos acompanhados simultaneamente por queda do desemprego e da inflação”, afirmou à época.
Já nos EUA, a maior parte dos investidores acredita que o Fed deve reduzir as taxas norte-americanas em 0,25 ponto percentual, dando continuidade ao ciclo de corte de juros.
As apostas foram reforçadas após o PCE de setembro, divulgado em atraso por conta da paralisação de 43 dias do governo norte-americano.
O indicador, que é a medida de inflação preferida do Fed, indicou que os gastos do consumidor dos EUA aumentaram em linha com as previsões em setembro, enquanto os preços básicos subiram 2,8% em relação ao ano anterior — patamar levemente abaixo da expectativa do mercado, de alta de 2,9%.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos abriram praticamente estáveis nesta quarta-feira, com os investidores aguardando a decisão do banco central dos EUA sobre os juros, prevista para hoje.
A expectativa é por um corte na taxa, mas há cautela em relação aos sinais sobre os próximos passos da política monetária.
Na abertura, o Dow Jones subia 0,03%, aos 47.573,96 pontos. O S&P 500 recuava 0,10%, para 6.833,49 pontos, enquanto o Nasdaq caía 0,17%, aos 23.536 pontos.
As bolsas europeias operam em queda, refletindo a mesma cautela antes da decisão do Fed. O setor de defesa, que vinha sustentando ganhos recentes, registrou perdas, enquanto Londres destoou com alta apoiada por ações ligadas a commodities.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o STOXX 600 caía 0,09%, a 577,01 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuava 0,49%, para 24.033,53 pontos; em Paris, o CAC 40 perdia 0,31%, a 8.025,87 pontos; e em Londres, o FTSE 100 subia 0,22%, aos 9.667,02 pontos.
Na Ásia, as bolsas fecharam com resultados mistos. Na China, os índices caíram pelo segundo dia seguido, pressionados por sinais de deflação, apesar da alta do setor imobiliário liderada pela Vanke. Em Hong Kong, houve recuperação, enquanto outros mercados tiveram variações pequenas.
No fechamento: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,23%, para 3.900 pontos, e o CSI300 recuou 0,14%, a 4.591 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,42%, para 25.540 pontos.
Já o Nikkei, em Tóquio, caiu 0,10%, para 50.602 pontos. Em outros mercados: Kospi -0,21%, Taiex +0,77%, Straits Times -0,03%.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
*Com informações da agência de notícias Reuters


Fonte Original: Conteúdo copiado do resumo do RSS. Créditos a G1 Economia

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